Jaime Lerner
Arquitetos Associados

A Jaime Lerner Arquitetos Associados foi fundada em abril de 2003, com sede em Curitiba, sendo presidida pelo arquiteto Jaime Lerner. A empresa tem como proposta de trabalho construir – por meio de parcerias com atores locais – ideias e soluções que possam ser detalhadas e implementadas pelos gestores das cidades.A JLAA conta, além da experiente equipe básica, com um extenso rol de consultores e colaboradores nas diversas áreas de conhecimento, tendo como embasamento as experiências e propostas urbanas implementadas em Curitiba, no Estado do Paraná e em diversas cidades brasileiras e do exterior.

Mais do que uma simples transferência de modelos ou projetos, a proposta é a aplicação prática e conceitual de princípios urbanísticos que considerem o papel estratégico das cidades em seus países e no cenário mundial; a busca pelo desenvolvimento sustentável das cidades; a prioridade para o transporte público, pedestres e áreas de encontro nas cidades; a necessidade de se promover uma mistura de rendas e funções na cidade e nos bairros; a preservação e valorização da identidade local e da memória urbana; a valorização dos espaços públicos; a valorização das paisagens urbana e natural; o desenvolvimento das vocações econômicas locais e a atração de novos negócios.

Esses são alguns dos princípios fundamentais que conduzem os projetos elaborados pelo escritório, baseados na visão que o arquiteto Jaime Lerner tem sobre as cidades.

“Minha experiência profissional me ensinou que “cidade não é problema, cidade é solução”.

Portanto, temos que mudar as lentes negativas com as quais vemos as cidades para outras positivas e focar no incrível potencial transformador que elas abrigam.

A premissa fundamental da minha concepção de cidade é que devemos vê-la como uma estrutura integrada de vida, trabalho e mobilidade, juntos.

Para melhorar a qualidade de vida nas cidades e a relação delas com o meio ambiente, três questões fundamentais devem ser abordadas: sustentabilidade, mobilidade e solidariedade.

Morar perto do trabalho ou trabalhar perto de casa é um dos princípios da sustentabilidade. Reduzir o uso do automóvel, separar o lixo orgânico do reciclável, dar múltiplos usos durante 24 horas por dia para os equipamentos urbanos, economizar o máximo e desperdiçar o mínimo. Sustentabilidade é uma equação entre o que é economizado e o que é desperdiçado. Quanto mais se economiza e menos se desperdiça, mais sustentável é a equação.

Em termos de mobilidade, cada cidade deve utilizar da melhor forma possível todas as modalidades de transporte que tiver disponível, sejam na superfície ou no subsolo. A chave reside em não ter sistemas competindo no mesmo espaço e usar tudo que a cidade possui da maneira mais efetiva. O sistema de superfície tem a vantagem de, com as características adequadas (tais como faixas exclusivas, embarque pré-pago em nível e intervalos curtos), atingir um desempenho muito similar ao do metrô por um custo acessível a praticamente todas as cidades, com uma implantação muito mais rápida. Uma cidade mais saudável é aquela onde o carro não é a única alternativa confortável de transporte; onde a energia de deslocamentos desnecessários é economizada; onde o caminhar pelas ruas, parques e avenidas é encorajado.

Cidades são o refúgio da solidariedade. Elas podem ser as salvaguardas das consequências desumanas do processo de globalização; podem nos defender da extraterritorialidade e dos efeitos da perda de identidade. Por outro lado, as guerras mais ferozes estão acontecendo nas cidades, nas periferias marginalizadas, no confronto entre guetos ricos e pobres. Uma cidade deve promover em seu território a integração entre funções urbanas, níveis de renda, faixas etárias, etnias. Quando maior as mistura, mais humana a cidade será. Sociodiversidade é a chave para a coexistência.

Finalmente, a cidade é um sonho coletivo. Construir esse sonho é vital. Sem ele, não haverá o envolvimento essencial de seus habitantes. Portanto, aqueles responsáveis pelos destinos da cidade precisam desenhar cenários claros – cenários que sejam desejados pela maioria, capazes de motivar os esforços de toda uma geração.

Como a consolidação desses cenários tende a acontecer no médio e longo prazos, deve haver ações imediatas para impulsioná-los, para criar entusiasmo e sinergia. Inovar é começar. É aí que a ideia de “Acupuntura Urbana” entra: intervenções estratégicas pontuais que criam uma nova energia e ajudam o cenário desejado para a cidade a se consolidar.

A “Acupuntura Urbana” pode revitalizar uma área “doente” ou “degradada” e seus arredores através de um simples toque em um ponto chave. Assim como a abordagem médica, essa intervenção irá desencadear reações em cadeia positivas, ajudando a curar, a melhorar todo o sistema.

Muitas cidades hoje necessitam de acupuntura urbana porque negligenciaram suas identidades culturais; outras porque negligenciaram suas relações com o ambiente natural; outras ainda viraram as costas às feridas deixadas por atividades econômicas. Essas áreas negligenciadas, essas “cicatrizes” são precisamente os alvos das acupunturas.”

Jaime Lerner

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